quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Hantina 5 Mg Suspensão 120 Ml - Hantina

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Hantina 5 Mg Suspensão 120 Ml
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Informações
Hantina é um medicamento antimicrobiano específico para o trato urinário, cujo princípio ativo é a nitrofurantoína. A nitrofurantoína é um derivado do furano empregado em infecções urinárias provocadas por bactérias sensíveis, como curativo ou preventivo. Seu espectro antibacteriano inclui a maioria dos uropatogênicos Escherichia coli, Streptococcus faecalis e Staphylococcus aureus, Proteus, Salmonella, enterobactérias, enterococo, estreptococos. Os microorganismos do grupo KES - Klebsiella, Enterobacter, Serratia - e pseudomonas, apresentam resistência parcial à nitrofurantoína. A nitrofurantoína interfere no metabolismo bacteriano, afetando as enzimas responsáveis pela síntese protéica, sem ocasionar resistência microbiana, nem mesmo a transferível. A Hantina, nitrofurantoína em macrocristais, permite o retardamento da solubilidade no aparelho gastroentérico, reduzindo com isso os efeitos indesejáveis (náuseas e vômitos) sem, contudo, modificar sua concentração na excreção urinária. A nitrofurantoína é absorvida com facilidade no tubo digestivo. A ligação às proteínas plasmáticas é da ordem de 20 a 60%, e a meia-vida é de cerca de 20 minutos nos pacientes com função renal normal. Metabolizada em parte a nível hepático, a nitrofurantoína é excretada inalterada (40% da dose), na urina, por filtração glomerular e a excreção tubular, sendo uma fração do fármaco reabsorvida distalmente. Trinta minutos após a administração, são encontradas concentrações terapêuticas na urina. A nitrofurantoína é excretada por via renal, na forma ativa. A nitrofurantoína é altamente solúvel na urina, conferindo-lhe uma coloração amarelada. O reduzido teor de eliminação biliar e fecal explica porque não atinge a flora bacteriana intestinal normal, a qual conserva-se inalterada e equilibrada. A administração simultânea com alimentos não interfere na biodisponibilidade do produto. A alcalinização urinária favorece o grau de ionização do fármaco, aumentando a concentração e reduzindo a reabsorção tubular e a eficácia antibacteriana.

Indicações
Tratamento de infecções urinárias agudas e crônicas tais como: cistites, pielites, pielocistites e pielonefrites, produzidas por bactérias sensíveis à nitrofurantoína, (Escherichia coli, Enterococos, Staphylococcus aureus, Klebsiella sp., Proteus sp. ou outras). Profilaxia das infecções urinárias, antes e durante as intervenções cirúrgicas, ou investigações instrumentais das vias urinárias.

Contra Indicações
Hipersensibilidade à nitrofurantoína. Insuficiência de glicose-6-fosfodesidrogenase. Anúria, oligúria ou comprometimento significativo da função renal. Na fase final da gestação e em crianças com menos de três meses de idade idade, devido ao risco de anemia hemolítica, motivada pela imaturidade do sistema enzimático.

Advertências
Reações pulmonares agudas, subagudas e crônicas, foram observadas em pacientes tratados com a nitrofurantoína. Caso ocorram, o tratamento deverá ser suspenso e tomadas as medidas apropriadas. Casos de anemia hemolítica, semelhantes aos que ocorrem por sensibilidade à primaquina, foram relatados. Qualquer sinal de hemólise indica a suspensão do tratamento, pois ela é reversível com a retirada do medicamento. PRECAUÇÕES O aparecimento de sinais pulmonares, de parestesias das extremidades ou de hemólise, requer a suspensão da terapia. A neuropatia periférica poderá raramente ocorrer, em pacientes portadores de diabetes, hipovitaminose B, nefro ou hepatopatia, anemia e doenças debilitantes. A nitrofurantoína deve ser empregada com cuidado nesse grupo de pacientes. A redução posológica ou a suspensão do medicamento, promoverá a necessária reversão do quadro clínico. É possível, como para qualquer antibacteriano, o desenvolvimento de microorganismos resistentes, especialmente o Pseudomonas. É importante realizar o teste de sensibilidade à nitrofurantoína e os exames bacteriológicos para detectar possível resistência. A coloração amarelada forte da urina, não tem relevância prática. Idosos Devem ser observadas as mesmas recomendações relativas aos adultos e crianças.

Uso Na Gravidez
A segurança da nitrofurantoína na gravidez e lactação não foi estabelecida, razão pela qual, o seu emprego nestas condições exige avaliação criteriosa dos riscos e benefícios.

Interações Medicamentosas
A probenecida reduz a excreção tubular da nitrofurantoína o que pode provocar uma concentração urinária insuficiente e conseqüente aumento da taxa plasmática, com maior risco de efeitos tóxicos. A alcalinização do suco gástrico pode interferir com a absorção do fármaco, devendo ser evitada a administração simultânea de antiácidos.

Reações Adversas
Anorexia, náuseas e vômitos poderão ocorrer, além de dor abdominal e diarréia. A incidência desses sintomas é reduzida com a ingestão do medicamento acompanhado de leite ou alimento sólido. Cefaléia, tonteira, sonolência e mialgias, são controláveis da mesma forma ou com a administração de medicação auxiliar. Erupções cutâneas, febre, calafrios, icterícia, eosinofilia e reações pleuro-pulmonares poderão ocorrer nos pacientes hipersensíveis à droga. A supressão do medicamento assegura o imediato desaparecimento desses sintomas.

Posologia
SUSPENSÃO ORAL/CÁPSULAS ADULTOS: 50 a 100 mg, 4 vezes ao dia, durante 7 a 10 dias, às refeições. Nos casos necessários, a critério médico, a dose diária poderá ser de 8 a 10 mg/kg, ou por períodos mais prolongados. SUSPENSÃO ORAL CRIANÇAS: 5 a 7 mg por kg de peso/dia, divididos em 4 vezes ao dia, durante 7 a 10 dias, durante as refeições e junto com alimentos doces. A tabela a seguir tem o objetivo de facilitar a administração de Hantina Suspensão. Está baseada numa posologia média de 5 a 7 mg de Hantina Suspensão por kg/peso, administrada durante 24 horas. Peso em kg Nº de colher medida/4 vezes ao dia 7 a 11 1/2 (correspondente a 2,5 ml) 12 a 21 1 (correspondente a 5 ml) 22 a 30 1 + 1/2 (correspondente a 7,5 ml) 31 a 40 2 (correspondente a 10 ml) OBSERVAÇÃO: A terapêutica deverá ser continuada, no mínimo, por mais 3 dias, após a urina tornar-se límpida e isenta de germes. Caso a infecção persista, será necessária a reavaliação do caso. Se for necessário o uso do medicamento por longo prazo, a redução da dose deverá ser considerada.

Superdosagem
Não existe antídoto específico para a nitrofurantoína. Nos casos de superdosagem devem ser adotadas as medidas necessárias de acordo com a sintomatologia e o quadro clínico do paciente.

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