sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Dinitrato De Isossorbida 5 Mg 30 Cprs - Isossorbida

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Indicações
1. Angina Pectoris Isordil oral comprimidos: Na profilaxia da dor isquêmica cardíaca associada à insuficiência coronariana. Isordil pode reduzir a freqüência, duração e intensidade das crises de angina. A tolerância ao exercício pode ser restabelecida e a necessidade de nitroglicerina pode ser reduzida. Os comprimidos orais não são indicados para o tratamento da crise. Isordil sublingual comprimidos: No tratamento de angina pectoris e na profilaxia em situações que podem desencadear uma crise de angina como, por exemplo, estresse físico ou emocional. Isordil AP (Ação Prolongada): Na profilaxia de manutenção contra crises de angina pectoris, incluindo angina noturna. Isordil AP pode reduzir a freqüência, duração e intensidade das crises de angina. A tolerância ao exercício pode ser restabelecida. Isordil AP não é indicado no tratamento de crises de angina. 2. Insuficiência Cardíaca Congestiva Na insuficiência cardíaca congestiva aguda e crônica, ambas a formas, oral e sublingual, podem ser usadas. Insuficiência cardíaca congestiva aguda e crônica (incluindo aquela associada ao infarto do miocárdio). De acordo com a conduta atual Isordil deve ser considerado somente como auxiliar aos métodos convencionais de tratamento (glicosídeos cardíacos, inibidores da enzima conversora de angiotensina e diuréticos); porém, em casos refratários, pode ser usado isoladamente ou simultaneamente com outros vasodilatadores. Isordil é particularmente eficaz em pacientes com pressão diastólica final do ventrículo esquerdo aumentada (PDFVE) e débito cardíaco normal ou aproximadamente normal, nos quais a congestão pulmonar ou edema é o problema principal. Isordil é especialmente recomendado quando a doença arterial coronariana é causa da insuficiência cardíaca congestiva, sendo neste caso, seu efeito antianginoso de grande importância.

Contra Indicações
Hipersensibilidade ao dinitrato de Isossorbida ou compostos a ele relacionados e também a qualquer outro componente da fórmula.

Advertências
Como com qualquer nitrato, recomenda-se cautela quando Isordil for administrado a pacientes com glaucoma, hipertireoidismo, anemia severa, traumatismo craniano recente e hemorragia severa. Devido a uma possível resposta hipotensora, Isordil deve ser utilizado com precaução em associação a bloqueadores dos canais de cálcio, em pacientes que apresentem redução do volume sanguíneo devido ao tratamento com diuréticos, ou naqueles pacientes em uso de sildenafil. Medidas de suporte apropriadas não foram estudadas, porém, o tratamento como para uma superdosagem por nitratos parece ser adequado, com elevação das extremidades e com expansão do volume sanguíneo. A interrupção de Isordil deve ser feita de maneira lenta e gradual, com a finalidade de evitar rebote nos efeitos hemodinâmicos e crises agudas de angina. O tratamento com Isordil pode agravar a angina causada por cardiomiopatia hipertrófica. É possível a ocorrência de tolerância ao Isordil e tolerância cruzada com outros nitratos e nitritos. Carcinogênese, mutagênese e prejuízo da fertilidade: Não foram realizados estudos prolongados em animais, para avaliar o potencial carcinogênico desta droga. Um estudo modificado de reprodução, com duas ninhadas, em ratos alimentados com dinitrato de Isossorbida a 25 ou 100 mg/kg/dia, não revelou efeitos sobre a fertilidade ou gestação ou alguma patologia anormal nem nos pais, nem nos filhotes alimentados com dinitrato de Isossorbida, quando comparados a ratos alimentados com uma dieta basal controlada.

Uso Na Gravidez
Foi demonstrado que o dinitrato de Isossorbida causa um aumento na embriotoxicidade em coelhos, relacionada à dose (aumento de filhotes mumificados), em doses orais de 35 a 150 vezes a dose humana máxima recomendada diariamente. Não há estudos bem controlados em mulheres grávidas. Isordil não deve ser usado durante a gravidez, a menos que os benefícios esperados para a paciente superem os riscos potenciais para o feto, segundo critério médico. Uso durante a lactação: Não se estudou a excreção do dinitrato de Isossorbida no leite materno. Como muitas drogas são excretadas por essa via, a decisão entre interromper a amamentação ou o tratamento deve ser feita levando-se em consideração a importância do medicamento para a mãe e o risco potencial para a criança.

Interações Medicamentosas
Os nitratos podem causar hipotensão, como resultado da vasodilatação periférica. O álcool pode intensificar este efeito. Os pacientes recebendo tratamento com Isordil devem ser devidamente orientados. Os pacientes que estiverem recebendo tratamento com drogas antihipertensivas, bloqueadores beta-adrenérgicos, ou fenotiazinas simultaneamente com nitratos devem ser cuidadosamente monitorizados devido aos possíveis efeitos hipotensores cumulativos. Sildenafil - ver Precauções.

Reações Adversas
Pode ocorrer vasodilatação cutânea com eritema. É comum ocorrer cefaléia vascular, que pode tornar-se intensa e persistente. A cefaléia é geralmente aliviada pelo uso de analgésicos adequados, ou pela redução temporária da dose do medicamento, e tende a desaparecer após as primeiras duas semanas de uso do medicamento. Episódios passageiros de vertigem e fraqueza, além de outros sinais de isquemia cerebral, associados à hipotensão postural, podem ocorrer ocasionalmente. Alguns indivíduos podem apresentar sensibilidade acentuada aos efeitos hipotensores dos nitratos, mesmo com a dose terapêutica usual. Reações intensas como náusea, vômito, fraqueza, insônia, palidez, sudorese e colapso podem ocorrer. Em tais pessoas, o álcool pode intensificar estes efeitos. Medidas que facilitem o retorno venoso (por exemplo, cabeça baixa ou posição de Trendelenburg, respiração profunda, movimento das extremidades) geralmente revertem estes sintomas. Pode ocorrer ocasionalmente erupção cutânea e/ou dermatite esfoliativa. Náusea e vômito são pouco comuns.

Posologia
A dose inicial não deve ser maior que 5 mg, uma vez que ocasionalmente ocorre uma resposta hipotensora intensa. Angina Pectoris: 1. Terapia de ataque: - Comprimidos sublinguais - os comprimidos sublinguais de Isordil devem ser colocados e mantidos sob a língua até completa dissolução (aproximadamente 20 segundos), na dose de 2,5 a 5 mg a cada 2 ou 3 horas. 2. Profilaxia das crises (angina estável crônica) - Comprimidos sublinguais ? podem ser utilizados na dose de 2,5 a 5 mg antes de situações estressantes, passíveis de provocar uma crise de angina; - Comprimidos orais - os comprimidos orais de Isordil devem ser ingeridos, sem mastigar, com ajuda de um pouco de líquido, na dose de 5 a 30 mg, via oral, quatro vezes ao dia, preferivelmente com o estômago vazio. - Cápsulas AP - recomenda-se a dose inicial de 40 mg, e como dose de manutenção 40 a 80 mg administrados a cada 8 ou 12 horas. Insuficiência Cardíaca Congestiva: Na insuficiência cardíaca congestiva aguda e crônica, ambas as formas, oral e sublingual, podem ser usadas. A escolha da forma sublingual ou oral deve ser feita baseada principalmente na duração da ação e não na intensidade da resposta, uma vez que esta é a maior diferença observada nestas formas de apresentação. A fim de obter máximo efeito terapêutico, é importante que as doses, sublingual e oral, sejam individualizadas de acordo com as necessidades de cada paciente, resposta clínica e alterações hemodinâmicas. Deve-se iniciar o tratamento com Isordil com a menor dose eficaz. A dose deve ser ajustada quando necessário, baseando-se no desempenho do ventrículo esquerdo. A dose inicial depende da avaliação da intensidade da insuficiência cardíaca. No tratamento da insuficiência cardíaca congestiva aguda, Isordil sublingual é preferido por sua ação imediata e deve-se administrá-lo primeiramente para estabilizar os sintomas do paciente, ou determinar a extensão da resposta hemodinâmica; seguindo-se posteriormente o tratamento de manutenção com Isordil oral. As doses médias recomendadas para a Insuficiência Cardíaca Congestiva Aguda e Crônica são as seguintes: - Comprimidos sublinguais: 5 a 10 mg, a cada 2-3 horas; - Comprimidos orais: 10 a 40 mg, quatro vezes ao dia, dose máxima de 240 mg/dia.

Superdosagem
Os sintomas de superdosagem com nitratos incluem: queda imediata da pressão arterial; cefaléia persistente e latejante; vertigem; palpitação; distúrbios visuais; eritema e sudorese (em seguida, a pele torna-se fria e cianótica); náusea e vômito (possivelmente com cólica e mesmo diarréia sanguinolenta); síncope (especialmente na posição ereta); metemoglobinemia com cianose e anóxia; hiperpnéia inicial, dispnéia e respiração lenta; pulsação lenta (dicrótica e intermitente); parada cardíaca; aumento da pressão intracranial com sintomas de confusão e febre moderada; paralisia e coma seguidos por convulsões clônicas e possivelmente morte devido a colapso circulatório. A dose da droga que está associada aos sintomas da superdosagem ou que é ameaçadora para a vida não é conhecida. A DL50 oral aguda de dinitrato de Isossorbida em ratos foi determinada ser aproximadamente 1.100 mg/kg de peso corporal. Estes estudos em animais indicam que seria necessária 500 vezes a dose terapêutica usual, para produzir tais sintomas tóxicos no homem. Não se sabe se a droga é dialisável. Sugere-se o seguinte tratamento na superdosagem: Remover rapidamente o material ingerido, através de lavagem gástrica, caso a ingestão seja recente e o paciente esteja consciente. Mantenha o paciente deitado na posição de choque e confortavelmente aquecido. Movimentos passivos das extremidades podem ajudar o retorno venoso. Caso necessário, deve-se administrar oxigênio e proceder respiração artificial. Caso ocorra metemoglobinemia, administrar intravenosamente solução de azul de metileno a 1% de 1 a 2 mg/kg de peso corporal. A epinefrina é ineficaz na reversão de casos de hipotensão severa associada à superdosagem. Portanto, a epinefrina e os compostos a ela relacionados são contra-indicados nesta situação.

Características Farmacológicas
O dinitrato de Isossorbida, quimicamente designado de 2,5-dinitrato de 1,4: 3,6- dianidro-D-glucitol, é um vasodilatador de ação direta, que relaxa a musculatura vascular lisa. Além da musculatura vascular lisa, Isordil relaxa a musculatura lisa brônquica, biliar, gastrintestinal, uretral e uterina. Os nitratos são antagonistas fisiológicos da norepinefrina, acetilcolina e histamina. Após a administração de doses terapêuticas da droga, a pressão arterial sistêmica é geralmente diminuída; a freqüência cardíaca mantém-se inalterada ou sofre um leve aumento compensatório. Na ausência de insuficiência cardíaca, o débito cardíaco aumenta brevemente e depois diminui. A resistência vascular e pressão pulmonar são diminuídas. Os efeitos antianginosos de Isordil sublingual iniciam-se geralmente de 2 a 5 minutos após a administração e mantêm-se por 1 a 2 horas. Os efeitos hemodinâmicos dos comprimidos orais são observados dentro de 20 a 60 minutos, mantendo-se adequados por 4 a 6 horas. A apresentação na forma de cápsulas de ação prolongada libera a droga gradualmente, de modo a obter um efeito prolongado, durante 10 a 12 horas. Isordil relaxa a musculatura lisa brônquica, biliar, gastrintestinal, uretral e uterina. Os nitratos são antagonistas fisiológicos da norepinefrina, acetilcolina e histamina. Após a administração de doses terapêuticas da droga, a pressão arterial sistêmica é geralmente diminuída; a freqüência cardíaca mantém-se inalterada ou sofre um leve aumento compensatório. Na ausência de insuficiência cardíaca, o débito cardíaco aumenta brevemente e depois diminui. A resistência vascular e pressão pulmonar são diminuídas. Os efeitos antianginosos de Isordil sublingual iniciam-se geralmente de 2 a 5 minutos após a administração e mantêm-se por 1 a 2 horas. Os efeitos hemodinâmicos dos comprimidos orais são observados dentro de 20 a 60 minutos, mantendo-se adequados por 4 a 6 horas. A apresentação na forma de cápsulas de ação prolongada libera a droga gradualmente, de modo a obter um efeito prolongado, durante 10 a 12 horas. Farmacocinética: A absorção gastrintestinal de Isordil comprimidos é rápida e completa. A droga sofre um intenso efeito metabólico de primeiro passo, com pequenas variações entre os pacientes. Isordil é metabolizado em dois mononitratos que, subseqüentemente, sofrem glicuronização. Menos de 1% do dinitrato de isossrobida liga-se às proteínas plasmáticas. As concentrações plasmáticas de Isordil e mononitratos foram comparadas após a administração de comprimidos sublinguais (2 x 5mg) e comprimidos orais (2 x 10mg) em voluntários. A dose sob a forma sublingual foi mais rapidamente absorvida que a formulação oral, como evidenciado pelos picos de concentração mais precoces de dinitrato de Isossorbida e de mononitratos. A meia-vida do dinitrato de Isossorbida foi de 12 e 30 minutos, para comprimidos sublinguais e comprimidos orais, respectivamente. Para o mononitrato de Isossorbida, a meia-vida foi de 2 horas para ambas as formas de apresentação. Para o mononitrato de Isossorbida, a meia-vida de comprimidos sublinguais foi de 5 horas e 48 minutos, enquanto que para os comprimidos orais foi 4 horas e 30 minutos. A biodisponibilidade de uma dose única de Isordil AP 40 mg (ação prolongada) foi comparada à de Isordil oral 20 mg (duas doses, administradas com intervalo de 6 horas), em um estudo cruzado com voluntários. Uma única dose de Isordil AP 40 mg resultou em concentrações plasmáticas de dinitrato de Isossorbida, 2-mononitrato de Isossorbida, e 5-mononitrato de Isossorbida, as quais oscilaram menos pronunciadamente do que as observadas com Isordil oral 20 mg, após a administração em doses divididas. Os picos de concentração (concentrações máximas) de dinitrato de Isossorbida foram atingidos em 1h e 40 minutos com cápsulas de ação prolongada, e 45 minutos com comprimidos orais. A concentração máxima de 2-mononitrato de Isossorbida foi atingida em 3 horas e 10 minutos com cápsulas de ação prolongada, e 1 hora e 10 minutos com comprimidos orais. A concentração máxima de 5-mononitrato de Isossorbida foi atingida em 4 horas e 49 minutos com cápsulas de ação prolongada, e 1 hora e 34 minutos com comprimidos orais. Todas estas diferenças foram estatisticamente significantes. Com a administração crônica, ocorre acúmulo plasmático significante de dinitrato de Isossorbida, provavelmente como resultado da saturação do processo de biotransformação intra-hepático. A fase de eliminação após administração aguda e crônica de Isordil parece ser ao menos bi-exponencial. Basicamente, toda a droga é eliminada pelos rins, principalmente sob a forma de glicuronídeo.

Uso em grupos de risco
Uso em pediatria: A eficácia e segurança de Isordil em crianças não foram estabelecidas. Pacientes idosos: Até o momento não há restrições do uso do medicamento em pacientes idosos.

Armazenagem
Manter à temperatura ambiente (15ºC a 30ºC). Proteger da luz e manter em lugar seco.

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